III Congresso Paulista de Extensão Universitária – COPEX

O Projeto de Extensão “Dança Circular na UFABC” está na programação do III Congresso Paulista de Extensão Universitária – COPEX , que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de maio, no campus Santo André da UFABC, com uma proposta de prática de danças circulares ao ar livre. O evento tem o intuito de divulgar e expor os diversos projetos de extensão das universidades participantes. Nossa prática acontecerá dia 27/05 ás 18h30min, para a qual estão todos convidados. Aqueles que tiverem interesse, favor deixar o e-mail nos comentários para que possamos mandar mais informações de como vamos nos organizar ou entrar em contato pelo e-mail: andrea.zajac@yahoo.com. Pois também disponibilizaremos transporte de São Bernardo para Santo André. Segue o link do evento para mais informações:
http://proex.ufabc.edu.br/copex2015/index.php
Contamos com a sua participação! Ela é muito importante para a divulgação de um projeto tão importante que mobiliza pessoas através da Dança. 

Dança Circular na Oficina Sensorial de Memória no Sesc Taubaté!

No final de setembro de 2013, aconteceu em toda as unidades do Sesc de São Paulo o Festival Lugares da Memória, em comemoração aos 50 anos do Trabalho Social com Idosos (TSI), atividade pioneira do Sesc, de valorização das pessoas idosas, colocando a importância do convívio intergeracional e do papel fundamental das lembranças e dos saberes dos idosos na vida das comunidades.

Participamos, com a focalização de Danças Circulares, da Oficina Sensorial de Memória, promovida pela Fala Escrita, no Sesc Taubaté, realizada no dia 25 de setembro, e contamos com a participação animada de dezenas de idosos que vieram para a programação de oficinas, espetáculos e atividades esportivas, artísticas e culturais de várias cidades do Vale do Paraíba e região atendidas pelo Sesc.

Parabéns aos 50 anos do Trabalho Social com Idosos feito pelo Sesc, que incentivou e promoveu um trabalho tão lindo! Temos muita alegria em realizar as Danças Circulares, promovendo o convívio entre várias gerações, e assim ajudando a melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas que delas participam!

Imagens da Oficina Sensorial de Memória

Por meio de jogos, dança e atividades sensoriais, o objetivo é criar meios para o exercício corporal e mental e a sociabilização dos participantes. O contato com objetos e sensações pretende evocar lembranças do cotidiano, recente ou distante, além de procurar despertar suas potencialidades criativas. Túnel sensorial e de memória, dança circular, jogo da memória com cheiros, etc.

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Projeto de Extensão “Rodas das Diversidades” na Faculdade Santa Cecília, FASC – SP

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O Projeto de Extensão “Rodas das Diversidades” na Faculdade Santa Cecília, FASC – SP, é realizado, desde 2012, sob a coordenação dos focalizadores Andrea Paula e João Kamensky.

A roda de dança é semanal e ocorre no segundo semestre de 2013 todas às terças-feiras, entre 18:00 e 19:00 horas na Sala de Expressão da própria FASC, em Pindamonhangaba (SP), e conta com a participação de estudantes dos cursos de Licenciatura em Música e Educação Artística.

O objetivo do projeto é proporcionar uma vivência de saberes sobre as diversidades culturais por meio do corpo em movimento, dançando e conversando sobre o legado cultural de vários povos. Participem!

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Oficina de Danças Circulares no Festival de Inverno de Paranapiacaba!

Estão todos convidados a participar no dia 20 de julho, de mais uma Oficina de Danças Circulares no Festival de Paranapiacaba!

Largo do Padeiro, 17:00 horas

Realização: Projetos de Extensão Dança Circular na UFABC, Diversidades em Performances e Programa de Extensão Memória dos Paladares

WORKSHOP DANÇAS CIRCULARES DAS DIVERSIDADES na UFABC – SP!

WORKSHOP DANÇAS CIRCULARES DAS DIVERSIDADES

A oficina Danças Circulares das Diversidades busca apresentar para a comunidade alguns saberes teóricos e práticos sobre a Dança Circular e suas relações com os conhecimentos riquíssimos acerca das diversidades culturais dos povos.

Desde os primórdios da história da humanidade, as pessoas dançam… E as danças circulares são expressões ancestrais de grupos de várias etnias que, tradicionalmente, se reúnem para comemorar, celebrar e reverenciar ciclos da vida e da natureza. A Dança Circular na atualidade é um movimento cultural, tributário dessas expressões de danças tradicionais dos povos e também criador de novas expressões culturais e artísticas da dança contemporânea e de reflexões sobre o papel da dança na educação e nas artes.

Essa oficina foi planejada como a primeira ação do Projeto de Extensão “Dança Circular na UFABC” em parceria com o Projeto de Extensão “Diversidades em Performances” (UFABC), cujos objetivos são entrelaçar o público acadêmico com a comunidade em geral, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas Afirmativas (PROAP) da Universidade Federal do ABC.

Venha dançar e conhecer o movimento cultural contemporâneo da Dança Circular, participando da Oficina e das nossas rodas das diversidades!

Programa:

–        O que são Danças Circulares

–        História da Dança

–        Dança e educação

–        Dança e diversidade cultural

–        Noções básicas e práticas de expressão corporal, movimento e ritmo

 Datas e locais:

27/04/2013 – Sala de Dança/11º andar – Bloco B – Campus Santo André/UFABC

04/05/2013 – Pátio – Bloco Alfa – Campus São Bernardo do Campo/UFABC

Horário: 13:00 às 17:00 horas (nos dois locais)

 Inscrições gratuitas antecipadas através do emailproap.esportes@ufabc.edu.br e/ou no local

Mais informações: 2320-6145/3356-7262

 Obs.: os participantes podem fazer as duas oficinas ou apenas uma delas.

Focalizadora:

Andrea Paula dos Santos é professora e pesquisadora da Universidade Federal do ABC, onde coordenadora do Grupo de Pesquisa ABC das Diversidades e do Projeto de Extensão Diversidades em Performances, colaboradora do Projeto de Extensão Dança Circular na UFABC. Também é estudante de Educação Artística e focalizadora de Danças Circulares.

Focalizador convidado:

João Kamensky é focalizador, pesquisador e cursa Licenciatura em Educação Artística, desenvolvendo e coordenando, atualmente, na Faculdade Santa Cecília (FASC – SP), o projeto de extensão Rodas das Diversidades, de Danças Circulares. Fez parte do Bacharelado em Ciências e Humanidades e do Bacharelado em Políticas Públicas (Universidade Federal do ABC, UFABC).

Venha dançar conosco!

III Festival de Danças Circulares do Vale do Paraíba!

No dia 11 de agosto de 2012, aconteceu o III Festival de Danças Circulares do Vale do Paraíba, que contou com a participação de cerca de 250 pessoas de todo o Brasil e de outros países!

Durante todo o dia, na Chácara Santa Eufrásia, em Santa Branca (SP), pudemos dançar juntos numa grande roda e também em quatro rodas, uma dentro da outra. Foram vivenciadas Danças Circulares de vários países do mundo, todos participando de uma experiência fantástica onde o movimento do corpo pode expressar a diversidade humana e praticar uma cultura de paz.

O III Festival foi organizado pelos nossos mestres e orientadores na caminhada de aprendizado e convívio nas Danças Circulares, os bailarinos, educadores e artistas Guataçara Monteiro e João Paulo Pessoa, e também contou com a participação das/dos focalizadoras/es convidados Bebel Moraes, João Junqueira, Elisabeth Ferreira, Estela Guidi, Estela Maria Guidi, Harpreet Kaur, Rosely Correa, Sandra Cabral, Sonia Lima e Fleur Barragan. Graças a essas pessoas maravilhosas, tivemos a oportunidade rara de ampliar nossos conhecimentos sobre danças e coreografias de Danças Circulares que são vivenciadas por todo o mundo e pelo  Brasil.

Agradecemos aos queridos Guataçara Monteiro e João Paulo Pessoa, nossos mestres focalizadores, e também aos amigos do Vale do Paraíba, com quem temos dançado nesta vida com amor, alegria, gratidão, solidariedade e muita paz, felizes apenas por podermos estar juntos fazendo dos nossos sonhos a nossa própria realidade!

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Fotos: Andrea Paula e Marta Dora

Danças Circulares

As Danças Circulares fazem parte de um movimento de dança contemporânea que surgiu com Bernhard Wosien (1908-1986), bailarino polonês/alemão, professor de danças, pintor que, a partir das décadas de 1950 e 1960 pesquisou e divulgou danças circulares de vários povos, buscando a valorização das diversidades das culturas, e contando com o apoio para o desenvolvimento de suas práticas da Comunidade de Findhorn, na Escócia, onde viveu por muitos anos.

Wosien conviveu com grandes artistas de seu tempo, sendo um deles Rudolf Laban (1879-1958), grande estusioso sobre a linguagem do movimento, ambos preocupados com o papel da dança na educação. Eles e outros artistas da dança no século XX, tais como Isadora Duncan (1877-1927) , Klauss Vianna (1928-1992), entre outros,  viveram uma época de experimentação e grande liberdade de criação de métodos e maneiras de se trabalhar com o corpo em movimento. Algumas dessas propostas, como a das Danças Circulares, são responsáveis por uma grande democratização e expansão da dança por todo o mundo, agregando em suas práticas pessoas de diversas tradições culturais, de vários povos, de todas as idades, gêneros, etnias e grupos sócio-econômicos. A dança, dessa forma, pode ser vivenciada por todos que quiseram participar dela, transformando e/ou reconhecendo como sujeitos da arte e da cultura as pessoas comuns, não apenas artistas ou bailarinos profissionais.

Na vida cultural brasileira, as danças de roda possuem presença marcante, com tradições ancestrais marcadas pela mistura e hibridismo de influências indígenas, afro-brasileiras e europeias. Há incontáveis expressões consideradas populares e/ou folclóricas brasileiras em que as danças de roda estão presentes, de norte a sul do país, sendo que desde a infância as crianças aprendem sobre cirandas como brincadeira e como prática cultural, dentro e fora da escola. No Brasil, existem artistas e pesquisadores que mesclam o movimento das Danças Circulares com investigações e criações que dialogam com as culturas e danças brasileiras, estudando sua história, fazendo releituras, inventando novos passos e coreografias, divulgando nossas músicas, danças e artes em geral.

Assim, as Danças Circulares (também conhecidas como Danças Circulares Sagradas ou ainda Danças dos Povos) têm se espalhado por parques, praças, escolas, centros culturais, por iniciativa de grupos independentes e também de inúmeras instituições públicas e privadas. Seus objetivos são reunir pessoas para vivenciar em conjunto experiências em que a multiplicidade de músicas e danças de diversas partes do mundo e de vários gêneros musicais apresentam possibilidades afetivas, subjetivas e educativas de construção de uma cultura da paz, na qual os corpos em movimento se tocam e se confraternizam,  repensando e reposicionando formas de sociabilidades e de práticas culturais na contemporaneidade.

As Danças Circulares são conduzidas ou focalizadas por uma pessoa chamada de focalizador/a, geralmente alguém que estudou ou adquiriu alguma formação em um grupo de convívio regular ou ainda em cursos livres ou profissionais sobre essa prática, abordada como parte da história da dança e das artes. O papel de focalizador/a é o de ajudar as pessoas a interagir, a conviver em grupo, a vivenciar as danças numa roda ou círculo, explicando sobre os sentidos das músicas e coreografias escolhidas, ensinando alguns passos que serão dançados coletivamente, assim como acerca da história e da filosofia da dança e das Danças Circulares em particular.

Nas Danças Circulares o que importa é que o grupo vivencie as danças, sejam estas meditativas, folclóricas e/ou contemporâneas, respeitando a forma como cada um coloca seu corpo em movimento e em diálogo com a presença das outras pessoas, buscando uma experiência de integração, em que emerge uma prática coletiva na qual as individualidades também têm seu espaço e seu papel. Algumas pessoas encontram nas Danças Circulares mais do que a possibilidade de aprender sobre uma arte, sobre outras culturas ou apenas para movimentar o corpo, pois podem conquistar igualmente uma experiência de autoconhecimento, de libertação, de solidariedade e, para alguns, até mesmo de outras expressões de amizade, de amor, de espiritualidade, todas essas expressões complexas e indizíveis de sociabilidade humana.

por Andrea Paula dos Santos